O desconto de um leilão é real, mas ele atrai gente para um processo que tem particularidades bem diferentes de uma compra tradicional. Quem entra sem assessoria costuma repetir os mesmos erros, e alguns deles custam muito mais do que o valor economizado no lance.
O primeiro erro é não ler o edital por completo, nem os autos do processo quando disponíveis. É ali que aparecem informações decisivas: dívidas vinculadas ao imóvel, existência de outros ônus, condições de pagamento e prazos que, se descumpridos, podem levar à perda do sinal dado.
O segundo é ignorar (ou subestimar) a situação de ocupação do imóvel. Presumir que está vazio sem confirmação é um dos erros mais caros: a desocupação, quando necessária, pode levar meses, exigir ação judicial própria e gerar custos que não estavam no orçamento inicial.
O terceiro é calcular apenas o valor do lance, esquecendo os custos que vêm depois: ITBI, taxas de registro em cartório, comissão do leiloeiro, eventuais dívidas que acompanham o imóvel e a reforma necessária para deixá-lo habitável ou pronto para venda. Somados, esses valores podem reduzir bastante (ou até anular) o desconto inicial.
O quarto é dar lance sem definir um teto de valor antes do leilão começar. No calor da disputa, é comum ultrapassar o limite que fazia sentido no papel, movido pela vontade de não "perder" o imóvel, o que transforma uma oportunidade em um mau negócio.
Esses erros têm uma coisa em comum: todos acontecem antes do lance, na fase de análise que costuma ser subestimada por quem está começando. É justamente nessa fase, do edital ao cálculo do teto de valor, que a assessoria da ITAOCA atua, para que o desconto do leilão continue sendo vantagem até o fim do processo.
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